Sinestesia
A sinapse do verso
II
E do pensar
se gera matéria magra,
Da
ingenuidade do indecente desejo
Nasce, em
palavras, a beleza de um beijo,
A vontade
representativa do nada
E o
sentimentalismo em seu ensejo,
Como uma
flor que jaz recém fecundada,
Aproveita, assim, pancada por pancada
A potência
de vontade do desejo
Inexplicavelmente
surge o efeito,
Na forma
livre, de cantos ou de sonetos,
Da natureza
humana incompreendida
Do éter vem
essa arte inebriante,
Que cria
laços de Píndaro a Cervantes,
Da substância
que preenche a vida
Felipe Chads

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