terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sinestesia
A sinapse do verso




II


E do pensar se gera matéria magra,
Da ingenuidade do indecente desejo
Nasce, em palavras, a beleza de um beijo,
A vontade representativa do nada

E o sentimentalismo em seu ensejo,
Como uma flor que jaz recém fecundada,
Aproveita, assim, pancada por pancada
A potência de vontade do desejo

Inexplicavelmente surge o efeito,
Na forma livre, de cantos ou de sonetos,
Da natureza humana incompreendida

Do éter vem essa arte inebriante,
Que cria laços de Píndaro a Cervantes,

Da substância que preenche a vida


Felipe Chads

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