quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Mini concurso de poesia sobre sono e tédio, durante uma aula de Direito do Trabalho II

Senhora das aulas

Chega sem avisar, de repente:
Sensação invasiva, de torpor
Que esfria toda quentura e ardor
E em todo o mundo o homem sente

És aura sombria e poderosa
Senhora das filas, consultórios
Subjuga os ricos e os simplórios
Com a tua ira em calma polvorosa

Ah, Sonolência, rainha das aulas tediosas!
Manda minha atenção para o inferno
Arrasta-me para a escuridão

Quando fechas minhas pálpebras
Dando a elas o peso do universo
Em sonolenta e tediosa sensação...

Paulo Lindoso


Curso errado

Pesam-me os olhos cansados
À procura do sono profundo
E até pareço um moribundo
Que triste jaz atordoado

Suspiro os sonhos vindouros
Com seu perfume de fantasia
E fico a soluçar melancolia
À vista do devaneio inalcançado

Mas não chego ao sonho
Nem me leva o sono
E pela realidade sou duramente castigado

Na minha cabeça 
um só pensamento:
Acho que estou fazendo o curso errado...

Gabriel Coelho
O único não poeta do Clube

Professora

Dia sim, dia não, tu me dás trabalho...
Tu, com a tua obesidade ululante
Falando de reclamada, reclamante
Diante deste aluno humano e falho

Tu, com teu apelido de réptil fantasioso,
Sibilando horas sobre férias e FGTS
A minha alma estudantil adoece
Ferida por este assunto odioso

Cuca, mestre minha, levanta-te e anda!
Serias capaz de fechar essa CLT?
Não sei por que insistes. Por quê?

Tortura-nos com a disciplina laboral...
O tempo para, tua voz me adormece
E eu rogo que chegue essa aula ao final!

Paulo Lindoso
O Gabriel mentiu...

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